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Análise: Glyph (Versão: PC) - NerdCorner

Análise: Glyph (Versão: PC)

artigo por: TinyKing a: 2021-08-08 às: 15:54:21

Como diz, Fred Durst, um dos maiores poetas dos tempos modernos, "Continua a rolar bebé, tu sabes que horas são", lindo... até me veio uma lágrima ao olho.

Analisado no PC

Glyph é uma mistura de ação de plataformas e puzzles, mas mais focado na parte da ação de plataformas já que os puzzles são básicos, executá-los é que requer por vezes alguma habilidade no manuseamento de esferas, profissionais do berlinde ou "bugalho" como se dizia no meu tempo, vão se sentir como peixes na água. Como já devem ter percebido por esta conversa parva, nós controlamos um pequeno robô com o nome de Glyph, que se movimenta em forma de esfera.

Sejamos francos, neste tipo de jogo o porquê pouco interessa, mas se és daqueles que precisa de uma razão para rebolar pelas plataformas... o mundo foi destruído por uma corrosão misteriosa que destrói tudo o que lhe toca exceto as plataformas por onde devemos andar, por alguma razão. Acontece que um robô chamado Anobi quer salvar o mundo desta corrosão, mas pelos vistos não quer se esforçar muito, então acorda o Glyph o pequeno robô que nós controlamos e entrega-nos a responsabilidade de encontrar o caminho até ao Reino Perdido de Aaru, descobrir a origem da corrosão, eliminá-la e trazer vida de volta ao mundo.

Só que isto não vai ser uma tarefa fácil, porque o Glyph não é imune à corrosão, a nossa sorte é que existem algumas estruturas espalhadas pelas diferentes áreas intocadas pela corrosão e é com estas estruturas que vamos conseguir rebolar saltar e planar de área em área. Para além das habilidades que acabei de referir, temos de ter em conta o "Momentum", que basicamente é a força de movimento a que nos deslocamos, ou seja, em muitos dos casos só dar um salto e planar não é suficiente para chegarmos ao nosso objetivo, temos de ganhar balanço antes de fazermos essas ações e o jogo implementa esta física na perfeição.

Controlar a pequena esfera é uma tarefa muito fácil devido aos controlos sólidos e afinados, tanto no chão como no ar é possível ajustar a nossa trajetória e se tivermos a destreza para utilizar as habilidades que temos ao nosso dispor até é possível recuperar de um salto mal dado (ás vezes até com um pouco de sorte à mistura). É com base nesta jogabilidade bem conseguida que a Bolverk Games pôde puxar pela criatividade e criar níveis complexos e ao mesmo tempo acessíveis.

Para progredirmos no jogo é necessário coletar moedas e jóias que se encontram espalhadas pelos níveis, estas relíquias como são intituladas no jogo, são nesse sentido os colecionáveis mais importantes que temos de ter em mente, mas ao mesmo tempo são os mais fáceis de alcançar e os que menos pressão colocam no jogador, porque mesmo que se encontrem num local de difícil acesso, depois de apanhados não os podemos perder mesmo se morrermos várias vezes no nível (claro que se abandonarmos o nível sem o terminar a conversa já é outra). 

Existem dois tipos de níveis, o mais comum é o nível de exploração, onde podemos explorar a área livremente sem qualquer tipo de restrições, podemos seguir o caminho que nos apetecer e apanharmos os colecionáveis pela ordem que quisermos. Nestes níveis temos vários colecionáveis para apanhar, como as moedas e as jóias que já mencionei no parágrafo acima, mas existem também escaravelhos dourados que embora visíveis em qualquer momento, apenas podem ser apanhados depois de coletarmos todas as moedas do nível, estes escaravelhos servem para desbloquearmos os níveis Time Trial que já explico como funcionam, mas antes disso quero falar ainda do outro tipo de colecionável existente nos níveis de exploração, os avatares (só de falar no nome dá-me arrepios), estes meninos são os responsáveis pelos maiores momentos de tensão presentes no jogo, mas servem apenas para desbloquear novas versões do Glyph (skins, para utilizar o termo gaming correto), são recompensas engraçadas, mas não precisam delas para progredir no jogo. Para podermos apanhá-los, temos primeiro de encontrar um botão escondido (não é um processo difícil e até temos a ajuda do Anobi que nos dá algumas pistas sobre onde o botão se encontra), em segundo lugar temos de localizar o que aconteceu no nível depois de ativarmos o botão, às vezes aparecem plataformas ou estruturas que não estavam visíveis e outras vezes aparecem objetos como speeders por exemplo (um mecanismo que nos dispara como um canhão), por fim, temos de atravessar os obstáculos que nos aparecem pela frente coletar o avatar e terminar o nível sem morrer, lembrem-se que para terminar o nível é necessário coletar um número específico de chaves e chegar ao portal. Agora imaginem um cenário, acabaram de conseguir ultrapassar uma secção extremamente díficil à décima tentativa, coletaram o avatar e agora têm de conseguir sair do nível, mas lembrem-se que se caírem na corrosão vão ter voltar a repetir a proeza, agora aquela pequena plataforma por onde já passaram cinquenta vezes sem pensar, de repente ficou muito mais pequena, a pressão meu Deus, a PRESSÃO! e é isto que torna o Glyph um jogo divertido e por vezes desafiante.

Mantendo o tópico da dificuldade, falemos agora nos níveis Time Trial, o conceito é simples, coletar três chaves e entrar no portal o mais rápido possível, existem sempre três tempos a bater, Bronze, Prata e Ouro e cada um recompensa-nos com uma jóia, caso consigamos alcançar o Ouro, para além da jóia recebemos ainda como recompensa um trail, que é um cosmético que altera o rasto que o Glyph deixa por onde passa (alguns são tão vistosos que até dificultam a visibilidade quando tentamos executar ações de ângulos mais complicados). Como disse, o grau destes níveis consegue ser bastante elevado e requer uma grande concentração e destreza por parte do jogador, se não estão preocupados em completar o jogo a 100% nem com cosméticos podem muito bem passar ao lado deste género de níveis especialmente aqueles com grau de dificuldade elevado, porque apesar da recompensa ser as jóias que precisam para desbloquear novas áreas no hub principal, as que ganham nos níveis de exploração e até mesmo nos níveis Time Trial mais básicas chegam perfeitamente para desbloquear todas as áreas.

Quero só deixar a nota que, apesar dos níveis proporcionarem uma boa variedade de obstáculos e dos Time Trials mostrarem criatividade com as mecânicas disponíveis, gostava de ver um pouco mais de variedade nos níveis de exploração, especialmente depois de ver que a equipa é capaz disso com níveis como o Mad Hermit, onde uma centopeia gigante vagueia pelo nível e nos dificulta a vida, ou até mesmo o boss final que me fez lembrar as lutas de bosses dos jogos Zelda, onde a própria luta é um puzzle.

É na área da apresentação que Glyph deixa um pouco a desejar. Tanto a nível visual como auditivo não há nada memorável, o hub ainda consegue ser a área mais detalhada e mais visualmente impressionante que representa um templo de uma civilização antiga, já os níveis têm um grafismo muito básico com poucas texturas e pouca variedade de locais. Ou estamos num deserto coberto de areia, ou numa área rochosa ou num mar de nuvens onde muitas das vezes apenas o que muda é a palete de cores utilizada. A falta de textura no ambiente chegou até a confundir-me, porque atirei-me para cima de uma rocha a pensar que era uma plataforma (também pode ser parvoíce minha, mas eu culpo o jogo por não pensar em palermas como eu), penso que podiam ter feito um trabalho melhor nesse aspeto, podiam colocar alguma indicação visual que distingue-se melhor as superfícies afetadas pela corrosão, especialmente quando fizeram um óptimo trabalho que o próprio Glyph (a esfera) que indica perfeitamente através de luzes, quando temos disponível o salto e o duplo salto (embora algumas skins não tenham levado esse ponto em consideração). A nível sonoro não há muito a dizer, o jogo apresenta os sons básicos da esfera a interagir com os objetos e as melodias tentam criar um ambiente de mística para gerar aquela sensação de explorar o desconhecido, mas são sons muito genéricos e pouco memoráveis.

Com uma jogabilidade de grande qualidade que nos permite conseguir feitos incríveis sem grande esforço, Glyph é sem dúvida um título a ter em conta para quem procura alguma coisa diferente. Tanto os jogadores casuais como aqueles que gostam de colocar as suas capacidades à prova vão encontrar em Glyph uma experiência muito gratificante. 

Glyph também se encontra disponível na Nintendo Switch.

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